Honrar ou se submeter? Por Bert Hellinger

"Honrar ou se submeter

PARTICIPANTE Como é com a reverência e a submissão? Onde começa uma coisa e onde termina a outra? Onde estão as correlações e como se deve lidar com isso?

HELLINGER Muitas vezes o câncer ou também a obesidade se origina no momento em que uma mulher se recusa a se curvar perante a mãe. Então, essa mulher anda de cabeça erguida. Aqui, honrar e se submeter seria a mesma coisa. Quando é uma submissão com amor, então, isso é honrar.

Frequentemente a submissão é vivenciada da seguinte forma: quando alguém quer algo de mim e eu dou, preciso renunciar à minha dignidade. Mas aqui se trata de que alguém, finalmente, concorde com o seu destino assim como é. Em grande parte, o nosso destino é determinado através de nossos pais. De nossos pais temos o que somos e também o que nos falta. Os pais nos deixam um caminho livre e também nos limitam através deles mesmos, pelos seus destinos e sua origem, seja lá como for. Nesse sentido, quando nos submetemos com amor e concordamos com o destino, com todas as suas consequências, esta é uma forma de submissão. Pode-se dizer também que é uma entrega. Essa é uma palavra totalmente diferente. Dessa entrega vem a grandeza. Quando alguém consegue honrar seus pais dessa forma, pode-se colocar ao lado deles no mesmo nível e, ao mesmo tempo, libertar-se. Portanto, na prática é justamente o contrário daquilo que tememos que possa acontecer quando nos submetemos.

OUTRA PARTICIPANTE Tenho ainda uma pergunta adicional: é também da mesma forma para o homem, que deva se curvar perante o pai?

HELLINGER A reverência principal é sempre perante a mãe.

PARTICIPANTE Também para o homem?

HELLINGER Também para o homem. Honrar a mãe, isso é o mais difícil e o maior. Mas é claro que uma criança precisa se curvar também perante seu pai. Mas a reverência principal, a reverência necessária é perante a própria mãe."

Trecho do livro "A fonte não precisa perguntar pelo caminho" de Bert Hellinger

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